Domingo, 3 de Abril de 2011

Festas da Praia 2011

Já se conhece o cartaz musical das Festas da Praia 2011 (29 de Julho a 7 de Agosto):

31 de Julho: Blind Zero
01 de Agosto: Os Lábios
02 de Agosto: Artista Internacional (em negociações)
03 de Agosto: Expensive Soul
04 de Agosto: The Gift
05 de Agosto: Moonraisers
06 de Agosto: Pedro Abrunhosa

Crónica nº33 no jornal - a União

Crónica nº 33 – 30/03/11

Rimas que vos deixo…

Será o saber dar

Sem esperar receber?

Será com alguém estar

Mesmo a sofrer?

Que dúvida nos assolria

Se quiséssemos responder a tal questão.

Nunca ninguém saberá explicar o que é amar,

Talvez expliquem o que é a paixão…

São tantas as formas de o fazer

Tantas as suas aplicações,

Tanta gente a usar a palavra sem saber,

A partir por aí corações!

São versos vulgares

São palavras banais

Não são precisas rimas seculares,

Para mostrar as ideias dos demais.

Talvez de um jeito popular

Com esta rima cruzada,

Que me queiram assim rotular

Que não me ofendo nada.

Prefiro aproveitar este momento

Para dar a dita opinião,

Transmitindo as luzes do meu pensamento

Escrevendo para o jornal “a União”.

Opino, assim à minha maneira

Em prosa ou a rimar,

Falando do Mundo ou só da Terceira

A minha opinião quero passar.

E hoje, o assunto que escolhi

É susceptível de opinião,

Rimando, fá-lo para ti,

Que me tens na tua mão.

Será o amor descritível?

Valerá a pena tentar saber o seu significado?

“É algo indivisível

Que pode pender para qualquer lado…”.

Composto por bons e maus momentos

Como tudo, na nossa vida,

Causa ou consequência de outros sofrimentos,

Será sempre a alma que não foi vencida.

Que nos levem tudo

O que possuímos e até não.

Cá, ficarei mudo

A ver o que fazem com tal razão…

Nada! Nem nunca o fariam

Podem ter tudo, até a alma deste povo,

Mas os roubados nunca se esqueceriam

Que o velho é muita vez igual ao novo!

E assim é feita muita coisa na sociedade

Sem alma, sem valor, sem compaixão!

Onde está a solidariedade?

O povo somos nós, e eles não?

Mas, no amor e na paixão

Tudo é diferente,

Por vezes perde-se a noção

Por se estar tão doente.

Mas que seriamos nós sem o ter,

Sem dar valor aquele(a) que nos acompanha?

Será que felizes podemos ser

Sem viver ao lado de quem nos ama?

E entre o amor e a paixão imensa

Qual o ponto intermédio?

* Não sei, o amor é uma doença

Onde nele procuramos o próprio remédio!*

* Ornatos Violeta

Até quarta-feira,

Rodrigo Silva

Sábado, 2 de Abril de 2011

Nunca é tarde para mudar!

O blogue tem uma aparência diferente a partir de hoje.
Não só mudou a estética como mudou o conteúdo de todas as páginas do blogue.
Esta mudança fará do blogue um site mais sóbrio e com um aspecto mais cuidado, focando-se nos assuntos que tenciono tratar de uma forma mais eficaz, afastando-me do sensacionalismo de alguns textos.
Na nossa vida as mudanças são constantes, e devemos aprender com elas.
No fundo é isso que está a acontecer, uma mudança que fará com que o blogue vá de acordo aos objectivos que estabeleci para o mesmo aquando da sua criação.
Acima de tudo, um hobby!

Seguem abaixo algumas alterações (para os leitores menos atentos):

- Reajustamento da B.D
- Requalificação da "Biografia"
- Exclusão de algumas imagens e "Páginas".

Domingo, 27 de Março de 2011

Crónica nº32 no jornal - a União

Crónica nº32 – 23/03/11

O “engenheiro” até se esforça, mas…

Não, esta crónica não fala do Sr. Primeiro-Ministro português mas com um título destes, até pedia…

Esta crónica, fala daquilo que para mim é uma vergonha para uma sociedade, a subvalorização do esforço, a subvalorização da vontade, da ambição, do sonho.

Numa altura em que está em voga se falar da juventude, dizer que saem à rua como saíram no dia 12 de Março mas não votam, esquecem-se muitas vezes de pensar em alguns factos simples (e já nem falo da desmotivação para votar - “mudar só a mosca não vale a pena!”) …

O esforço dos jovens não é compensado, algo que vemos pela formação académica/profissional em Portugal. Num país onde abundam desempregados, trabalho para fazer, licenciados, jovens com vontade de mostrar o seu valor, mas transbordam conformistas, gente que não dá valor a nada e “reformas de crise” que dariam para empregar milhares de pessoas…

Quem é que hoje em dia valoriza o esforço de alguém? Note-se que, para a maior parte dos empregos é preciso ter o 12º ano, meus caros e aqueles que sempre foram excelentes trabalhadores mas não possuem tais atributos. Devem ser descriminados? Lá está, ninguém (ou quase) valoriza o esforço…

Havia um tempo em que as pessoas podiam ascender na vida pelo seu esforço, pela sua capacidade intelectual, pela dedicação, pelo trabalho, mas será que hoje podem?

Os trabalhos são conseguidos muitas vezes através do “Factor C”, pessoas que esperam a reforma para os filhos ocuparem determinados cargos, gente que antes de tirar uma licenciatura já está empregada… Que país é este?

É este o país que vamos deixar às futuras gerações? É neste país que vamos viver no futuro? Recuso-me!

Enquanto jovem, trago comigo uma série de projectos, de ideias irreverentes (não necessariamente de esquerda, não necessariamente radicais como se tem a tendência de associar aos jovens) que podem levar esta sociedade a um rumo melhor, que podem melhorar o meio social, etc.

Não por ter melhores ou piores ideias de que os outros jovens, mas há que dar oportunidade aos jovens de mostrarem o seu valor, e depois então julgá-lo, depois então tirar conclusões.

Os jovens têm muito para dizer, têm muito para criar, têm muito para mostrar, não nos metam já à sombra de uma bananeira! Ainda não almoçamos e já querem que durmamos a cesta como os nossos vizinhos espanhóis!

Falando no meu caso, ao longo da minha juventude tenho vindo a ter oportunidades de mostrar algumas ideias em várias vertentes: politica, teatro, escrita, etc. Tendo aproveitá-las ao melhor, tentando sempre retirar algo de positivo dessas mesmas experiências.

Mas quando jovens terão tais oportunidades?

Quantos jovens aos 18 anos, terão participado no “Parlamento Jovem Regional”, terão escrito para vários jornais ( “A Voz de Portugal”, “Fri-Luso”, “Luso-Jornal” “a União”), terão feito três peças de teatro, escrito letras de músicas para cantores, terão tido um blogue com mais de 50 mil visitas em 9 meses? Não que seja melhor, não que seja especial, mas sou persistente!

Eu sonho e vou continuar a sonhar! Eu trabalho e vou continuar a trabalhar! Para que um dia possa sentir que reconheceram o meu valor, que reconheceram pelo menos o meu esforço… Porque é uma vergonha a falta de reconhecimento que algumas pessoas têm!

Por exemplo, são poucos os jovens que conhecem a GRANDEZA de “Ary dos Santos”, um verdadeiro génio, como existiram muito poucos!

São poucos os jovens açorianos que já leram “Natália Correia”, “Vitorino Nemésio”, meus caros nem faz parte do nosso programa de ensino!

E depois vêm-nos dizer: “Não sabes nada sobre a tua terra!” Claro que não sabem, mas são os culpados? Alguém os ensinou a valorizar a sua terra? Alguém lhes disse quem foram os pilares da cultura dos Açores? E para além de tudo isso, nem os génios foram reconhecidos como deviam, porque é que vale a pena esse esforço?

É uma vergonha que não se ensine nos Açores, pelo menos, uma obra açoriana! Com tantos génios da literatura que tivemos… Nem referencia é feita meus caros!

É uma vergonha que nesta sociedade não se reconheça o valor das pessoas, que se tenha de seguir por caminhos obscuros para tentar um reconhecimento…

E dando mais um exemplo do pouco reconhecimento de alguém, que merecia, Jorge Palma, um homem que dedicou a sua vida à música portuguesa, e diga-se fez muito bem! Tornou-se muito mais popular quando teve uma música sua: “Encosta-te a mim” inserida numa novela da TVI… E imagine-se que muitas pessoas rotularam Jorge Palma com essa música, quando outras geniais se deviam exaltar como: “Bairro do Amor”, “Jeremias: o fora da lei”, “Dá-me lume”, “Deixa-me rir”, entre tantas outras que podia ficar aqui a listar...

Expliquem-me agora que motivação tem um jovem para criar algo de novo nesta sociedade de “tachos à portuguesa”, de “factor C”, de “desvalorização do mérito e do esforço”?

Notas finais: Esta semana tenho duas observações a fazer, a primeira vai para o Sr. Rogério Sousa, cronista no “Diário Insular”, na passada quinta-feira (17 de Março) abordou a manifestação “Geração à Rasca” em Angra do Heroísmo, da qual referiu que haviam estado 50 pessoas pelas 15 horas na Praça Velha… Uma coisa é certa a essa hora podíamos ter apenas 50 pessoas, mas posso garantir que ao longo da tarde, só no recinto da Praça Velha, ultrapassamos as 130 pessoas, e se juntarmos as pessoas que estavam a volta, chegámos às 200 pessoas. Esta crónica tem causado alguma polémica nas redes sociais, por um lado percebo o ponto de vista do Sr. Rogério que obviamente comparando com o continente, os Açores não representaram nada, mas por outro devo referir enquanto organizador da manifestação, inclusive, que tivemos perto das 200 pessoas.

A segunda observação vai para a organização da II Feira do Livro da “EBS Tomás de Borba”, que deve ser congratulada por mais uma vez promover esta actividade, e à qual agradeço a oportunidade de terem inserido no seu programa uma peça de teatro, da qual sou dramaturgo e encenador. Tal como aconteceu no ano passado, a oportunidade de fazer a peça de teatro surgiu muito em cima da hora, e o elenco teve sensivelmente uma semana para ensaiar a peça de teatro, pelo que agradeço a disponibilidade e profissionalismo de todos nesse sentido. A peça de teatro será apresentada na Sexta-feira pelas 11h30min. No Auditório da “EBS Tomás de Borba”.

Até quarta-feira!

Quarta-feira, 16 de Março de 2011

Crónica nº31 publicada no jornal - a União - hoje...

Crónica nº31 - 16/03/11

E depois do protesto?

Saíram 300 mil portugueses à rua no passado Sábado e agora surgem algumas perguntas do povo em geral: serviu para alguma coisa? Irá servir? Porque saíram tantos portugueses à rua? Que se fará agora?

Para já, 300 mil cidadãos a saírem à rua em todo o país mostra uma grande insatisfação dos portugueses face às políticas exercidas pelo Estado!

No “Facebook” estava confirmada a presença de cerca de 60 mil portugueses, mas persistiam alguns receios: Será que vão mesmo tantos? Será que o Facebook serve mesmo para fazer uma estimativa dos manifestantes?

A verdade é que foram cinco vezes mais!

Na véspera da manifestação, o Sr. Marcelo Rebelo Sousa dizia: “ Se 60 mil portugueses saírem à rua, será uma manifestação histórica!”. Agora pergunto: fomos 300 mil, o que significa?

São muitas as conversas já sobre novas manifestações, para uns 9 de Abril, outros 25 de Abril e até 1 de Maio. O que é certo é que os quatro organizadores do protesto a nível nacional ainda não mencionaram datas para um segundo protesto, embora admitam essa possibilidade.

Após este protesto, estão a ser criados já dois pólos antagónicos de opiniões: por um lado, devem ser estes quatro jovens a liderar os movimentos, por outro lado devem ser as populações a seguir as manifestações e a marcar protestos quando assim o entenderem…

Deste último pólo, podemos concluir que algumas pessoas procuram apenas colagens, mas outros estão no fundo a exercer e estimular a participação cívica, temendo que após tanto protesto, surjam os salvadores da pátria…

O Salazarismo começou assim! Cuidado… Muito cuidado!

Colando-se a este grande movimento da “Geração à Rasca”, surgem movimentos paralelos que pedem a demissão de toda a classe política. O que é ridículo!

Para já, quem nos ia governar? O “PSD”? O “CDS/PP”? O “BE”? Não seria uma espécie de “vira o disco e toca o mesmo”?

Ou será que seriam os quatro organizadores do movimento? Cuidado! Estes jovens conseguiram mobilizar 300 mil pessoas atrás dos seus ideais, portanto respeito, mas cuidado, muito cuidado com o que dizem e pedem… Usem o “Facebook” como ferramenta para a participação cívica mas não o usem para isto!

Quanto à manifestação de 25 de Abril, seria ao mesmo tempo um orgulho, e uma vergonha para o país!

Motivos de orgulho: Ver mais uma manifestação, ver outra vez o povo a lutar pelos seus direitos, o povo a ser ordeiro, a mostrar que não quer viver neste “Mundo Parvo”, que está farto deste sistema político!

Motivos de vergonha: 38 anos passados da “Revolução dos Cravos”, o povo ainda pede: “liberdade”, “justiça”, “verdade”, “democracia”.

Veremos, se esta geração vai seguir as “ordens” dos quatro organizadores da manifestação “Geração à Rasca” ou se preferem seguir o caminho da cidadania activa individualmente, aplicando os protestos às necessidades regionais… Estarei aqui para ver.

Respondendo, a alguns “senhores e senhoras”, esta geração não é a única à rasca, existem mais gerações à rasca! Os reformados estão muito piores do que os jovens, mas os jovens com a sua irreverência, dinamização, e até espírito de revolta, sentem a necessidade de vir para a rua gritar por condições melhores! Já não se pode sonhar por um Mundo melhor?

Nunca a geração de 18-30 anos em Portugal sentiu tantas dificuldades para entrar no mercado de trabalho, é verdade que estamos todos à rasca, mas coloquem-se na nossa posição, coloquem-se nos dias de hoje, sintam na pele o que é querer trabalhar e não poder!

Com que direito é que alguém diz “a minha geração é que está à rasca!”. Meus caros, estamos todos! Agora quem tem um emprego, pode ver o seu ordenado reduzido, pode ver mais impostos com tanto “PEC”, mas continuam a ter um emprego… Muitos jovens de hoje nem pedem um bom salário, pedem apenas 400 euros a recibo verde, mas pedem para não trabalhar de graça! Que sociedade é esta, onde se trabalha de graça? Já fomos assim? Já, no tempo da escravatura!

Voltámos para esse tempo?

Enquanto organizador da Manifestação “Geração à Rasca” que se passou aqui na ilha Terceira (na Praça Velha), devo agradecer a todas as pessoas que estiveram presentes! Muitas, nem com a chuva arredaram pé!

Na manifestação, houve lugar a dois discursos: (o Duarte Gomes leu o protesto da Manifestação) e eu, que deixo abaixo algumas partes do discurso feito no passado Sábado para os cerca de 200 manifestantes presentes:

(…) “Entrei para a organização porque acredito que é possível viver num Mundo melhor, que é possível uma série de medidas políticas diferentes neste país, que vive sérias dificuldades: Precariedade no emprego, salários baixos, reformas medíocres, elevados índices de desemprego, um ensino injusto para quem estuda, estágios não renumerados, demasiados trabalhadores a recibos verdes, entre tantas outras dificuldades sociais que atravessamos.

Nós não somos uns Deolindos, não somos uns anárquicos, somos uma geração que procura um futuro melhor, um futuro no qual possamos ter um emprego na nossa área e ser renumerados conforme a nossa qualificação e experiência adquirida ao longo dos anos.

(…) Nós não queremos que todos os políticos se demitam, queremos sim que nos ouçam!

Mais de 600 mil desempregados terão mais ideias do que duas centenas de pessoas num parlamento!”

(…) E não é no sofá, não é no computador que vencemos a crise! Que mostramos o descontentamento! A luta faz-se nas ruas!

(…) Não se calem! Não se escondam! Não fujam! O povo na rua a gritar é que mudará o destino do país!

(…) Hoje, demos um exemplo de cidadania, hoje mostramos que o povo está descontente, hoje mais do que um protesto, mais do que uma manifestação, marcámos para sempre uma geração!

(…) Hoje, 12 de Março, dia histórico para Portugal, estamos a mostrar a força do povo! A força de democracia e a força da liberdade!

Não desistam de lutar e não tenham medo de sair à rua, porque aqui na rua é que o povo avança camaradas!”

Notas Finais: Para esta semana tenho 2 observações a fazer, a primeira vai para a Sr.ª. Presidente da CMAH – Andreia Cardoso: na passada Quinta-feira (dia 10 de Março) tive uma reunião com a Sr.ª Andreia Cardoso sobre a Manifestação de Sábado. E devo aqui dizer que apesar de todas as polémicas sobre a Sr.ª. Presidente (justa ou injustamente, não sei), mostrou ser (pelo menos para mim) uma pessoa bastante receptível, simpática e preocupada com a sua cidade. Dado que após colocada a questão sobre o perigo iminente da presença das pedras de calçada soltas na Praça Velha, as mesmas apareceram tapadas no dia da Manifestação.

A segunda, e última vai para a Comissão das Sanjoaninas 2011 que já disponibilizou o site do festival, onde podemos comprar os bilhetes online. Apesar das taxas inerentes a esta compra, esta possibilidade de compra de bilhetes compensa o conforto de não ter de sair de casa, para além de que desta forma os emigrantes, por exemplo, podem comprar bilhetes com antecedência e de uma forma bastante eficaz.

Quem critica o que é mal decidido, também tem o dever de louvar as boas decisões! O exemplo está aqui. Parabéns à Comissão das Sanjoaninas 2011.

Até quarta-feira!

Domingo, 13 de Março de 2011

Sanjoaninas 2011 - Site criado

A Comissão das Sanjoaninas já tem algumas informações no site das Sanjoaninas 2011 (tardou, mas chegou).

Cumprimentos,

Rodrigo Silva

Sábado, 12 de Março de 2011

Manifestação - Geração à Rasca - Fomos 300 mil

Notícia de: José Garcia (Azores Digital)

Muita participação à manifestação Geração à Rasca em Angra do Heroísmo

A manifestação Geração à Rasca na tarde deste sábado, levou duzentas pessoas à Praça Velha na cidade de Angra do Heroísmo.

Organizado por Rodrigo Silva, Clélio Garcia, Luis Bettencourt da Silva, Helder Carmo e Duarte Gomes o protesto ultrapassou as expetativas como uma ação apartidária, laica e pacífica.

Na manifestação em Angra do Heroísmo, participaram os desempregados, "quinhentoseuristas" e outros mal remunerados, escravos disfarçados, subcontratados, contratados a prazo, falsos trabalhadores independentes, trabalhadores intermitentes, estagiários, bolseiros, trabalhadores-estudantes, estudantes, mães, pais e filhos.

Os participantes no protesto de Angra do Heroísmo levaram cartazes e faixas alusivas à situação em que se encontra o país.

Notícia publicada hoje no jornal - Diário Insular

Cerca de duas cententas de pessoas deverão participar hoje, na Praça Velha, no protesto nacional "Geração à Rasca" sobre a situação em que se encontra o país.

O protesto "Geração à Rasca", que decorre hoje em várias cidades do país, deverá contar com a participação de cerca de duas centenas de pessoas, numa acção que terá início pelas 15h00, na Praça Velha.
Tal como aconteceu a nível nacional, a ideia de organizar o protesto em Angra do Heroísmo surgiu através da rede social Facebook por iniciativa de Duarte Gomes (36 anos, desempregado), Clélio Garcia (31 anos, desempregado), Rodrigo Silva (18 anos, estudante), Hélder Carmo (34 anos, desempregado), Maria Oliveira, (30 anos, estudante) e Luís Silva (18 anos, estudante).
Duarte Gomes disse ontem ao DI que o protesto será organizado de acordo com o manifesto nacional que vai no sentido de ser uma ação apartidária, laica e pacífica.
Os participantes no protesto de Angra do Heroísmo vão levar cartazes e faixas alusivas à situação em que se encontra o país.
"Sabemos que há casos de pessoas que gostavam de participar no protesto mas não o fazem por temerem represálias", referiu.
De acordo com Duarte Gomes, o discurso de tomada de posse do Presidência da República, Cavaco Silva, "veio ao encontro daquelas que são as inquietações dos jovens e da geração entre os 30 e os 40 anos que se encontra desempregada e sem perspectivas de futuro".
Para os organizadores do protesto chegou a altura de os cidadãos virem para a rua para expressarem o seu descontentamento em relação ao estado em que o país se encontra.

Protesto nacional
Entretanto, quase 60 mil cibernautas já disseram que vão participar no Protesto Geração à Rasca. Os últimos preparativos para a manifestação de hoje discutem-se no Facebook, onde há quem desvalorize a iniciativa dizendo preferir "jogar playstation com o vizinho" ou ir de "férias para o Hawai".
Na véspera do dia da manifestação programada para onze cidades do país, havia quem utilizasse o Facebook para confirmar onde serão as concentrações ou saber "afinal, o que é que é preciso levar?". Há ainda quem esteja a "repensar" participar porque não quer que os partidos "se colem" ao evento "apartidário".
A notícia de que a polícia está a monitorizar a página do Facebook e alguns elementos específicos também provocou uma onda de comentários, uns mais sérios e outros mais irónicos: "Senhores da polícia e do SIS venho por este meio informar que estarei presente na manifestação pronto para o que der e vier".

Noticia publica Sexta-feira no jornal - a União

Manifestação “Geração à Rasca” amanhã na Praça Velha!

Amanhã, pelas 15 horas, surgirá uma manifestação (Geração à Rasca) na Praça Velha que está a aumentar cada vez mais a sua popularidade, fruto do desejo de mudança por parte do povo, fruto da esperança que o povo ainda tem, e fruto também da insatisfação popular.
“Não basta levar ao rio apenas a vontade de pescar, também é preciso levar a rede.”
Baseando-se neste provérbio chinês, alguns críticos como o Sr. Miguel Sousa Tavares, julgam que esta manifestação não traz soluções. Eu só lhe digo uma coisa: é um desperdício de tempo de antena quando se paga a alguém para falar daquilo que não sabe!

Nós, “Geração à Rasca” não levamos só a voz de protesto, não levamos só a nossa indignação, o nosso desejo de mudança, a nossa frustração por ver este “mundo parvo” a aumentar, levamos também folhas A4 com soluções para futuro melhor deste país!
É importante voltar a referir que esta manifestação é: apartidária, laica e pacífica. Não podendo ser por isso associada a qualquer outro movimento, ou a qualquer partido ou religião.
Este movimento que aqui na ilha tem vindo a aumentar deve-se também a alguns apoios importantes como: “Força Jovem Terceira”, “Movimento Renovador Açoriano” e “Associação de Estudantes da EBS Tomás de Borba”. Que são organizações individuais, à parte da manifestação “Geração à Rasca” mas que estarão presentes porque de alguma forma se identificam com os motivos/objectivos do protesto.
É meu dever, enquanto co-organizador informar todos os cidadãos de que esta manifestação está totalmente legal. Inclusive ontem, estivemos (eu e o meu colega Luis da Silva) reunidos com a Sr.ª Presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo.
Devo também em meu nome, e em nome de toda a organização agradecer mais uma vez às seguintes entidades: “Jp Som”, “RCA”, “Rádio Horizonte”, “RTP/Açores”, “VITEC”, “Lilás TV”, “Funny T-shirts” e jornal “aUnião”.

Rodrigo Silva – Co-organizador

Sexta-feira, 11 de Março de 2011

Manifestação - Geração à Rasca - Entrevista para a VITEC

Caros leitores, já está no site da VITEC e na minha página do Facebook, a entrevista que eu e os outros organizadores da Manifestação "Geração à Rasca" em Angra do Heroísmo demos no passado Sábado no Salão de Santa da Praia da Vitória.
Aproveito para agradecer mais uma vez o apoio da VITEC.

Cumprimentos,

Rodrigo Silva