31 de Julho: Blind Zero
01 de Agosto: Os Lábios
02 de Agosto: Artista Internacional (em negociações)
03 de Agosto: Expensive Soul
04 de Agosto: The Gift
05 de Agosto: Moonraisers
06 de Agosto: Pedro Abrunhosa
Neste site irão encontrar informações sobre a ilha Terceira como: tradições, festivais, etc. Para além disso, poderão visualizar alguns textos/opiniões feitos por mim.
Crónica nº 33 – 30/03/11
Rimas que vos deixo…
Será o saber dar
Sem esperar receber?
Será com alguém estar
Mesmo a sofrer?
Que dúvida nos assolria
Se quiséssemos responder a tal questão.
Nunca ninguém saberá explicar o que é amar,
Talvez expliquem o que é a paixão…
São tantas as formas de o fazer
Tantas as suas aplicações,
Tanta gente a usar a palavra sem saber,
A partir por aí corações!
São versos vulgares
São palavras banais
Não são precisas rimas seculares,
Para mostrar as ideias dos demais.
Talvez de um jeito popular
Com esta rima cruzada,
Que me queiram assim rotular
Que não me ofendo nada.
Prefiro aproveitar este momento
Para dar a dita opinião,
Transmitindo as luzes do meu pensamento
Escrevendo para o jornal “a União”.
Opino, assim à minha maneira
Em prosa ou a rimar,
Falando do Mundo ou só da Terceira
A minha opinião quero passar.
E hoje, o assunto que escolhi
É susceptível de opinião,
Rimando, fá-lo para ti,
Que me tens na tua mão.
Será o amor descritível?
Valerá a pena tentar saber o seu significado?
“É algo indivisível
Que pode pender para qualquer lado…”.
Composto por bons e maus momentos
Como tudo, na nossa vida,
Causa ou consequência de outros sofrimentos,
Será sempre a alma que não foi vencida.
Que nos levem tudo
O que possuímos e até não.
Cá, ficarei mudo
A ver o que fazem com tal razão…
Nada! Nem nunca o fariam
Podem ter tudo, até a alma deste povo,
Mas os roubados nunca se esqueceriam
Que o velho é muita vez igual ao novo!
E assim é feita muita coisa na sociedade
Sem alma, sem valor, sem compaixão!
Onde está a solidariedade?
O povo somos nós, e eles não?
Mas, no amor e na paixão
Tudo é diferente,
Por vezes perde-se a noção
Por se estar tão doente.
Mas que seriamos nós sem o ter,
Sem dar valor aquele(a) que nos acompanha?
Será que felizes podemos ser
Sem viver ao lado de quem nos ama?
E entre o amor e a paixão imensa
Qual o ponto intermédio?
* Não sei, o amor é uma doença
Onde nele procuramos o próprio remédio!*
* Ornatos Violeta
Até quarta-feira,
Rodrigo Silva
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Crónica nº32 – 23/03/11
O “engenheiro” até se esforça, mas…
Não, esta crónica não fala do Sr. Primeiro-Ministro português mas com um título destes, até pedia…
Esta crónica, fala daquilo que para mim é uma vergonha para uma sociedade, a subvalorização do esforço, a subvalorização da vontade, da ambição, do sonho.
Numa altura em que está em voga se falar da juventude, dizer que saem à rua como saíram no dia 12 de Março mas não votam, esquecem-se muitas vezes de pensar em alguns factos simples (e já nem falo da desmotivação para votar - “mudar só a mosca não vale a pena!”) …
O esforço dos jovens não é compensado, algo que vemos pela formação académica/profissional em Portugal. Num país onde abundam desempregados, trabalho para fazer, licenciados, jovens com vontade de mostrar o seu valor, mas transbordam conformistas, gente que não dá valor a nada e “reformas de crise” que dariam para empregar milhares de pessoas…
Quem é que hoje em dia valoriza o esforço de alguém? Note-se que, para a maior parte dos empregos é preciso ter o 12º ano, meus caros e aqueles que sempre foram excelentes trabalhadores mas não possuem tais atributos. Devem ser descriminados? Lá está, ninguém (ou quase) valoriza o esforço…
Havia um tempo em que as pessoas podiam ascender na vida pelo seu esforço, pela sua capacidade intelectual, pela dedicação, pelo trabalho, mas será que hoje podem?
Os trabalhos são conseguidos muitas vezes através do “Factor C”, pessoas que esperam a reforma para os filhos ocuparem determinados cargos, gente que antes de tirar uma licenciatura já está empregada… Que país é este?
É este o país que vamos deixar às futuras gerações? É neste país que vamos viver no futuro? Recuso-me!
Enquanto jovem, trago comigo uma série de projectos, de ideias irreverentes (não necessariamente de esquerda, não necessariamente radicais como se tem a tendência de associar aos jovens) que podem levar esta sociedade a um rumo melhor, que podem melhorar o meio social, etc.
Não por ter melhores ou piores ideias de que os outros jovens, mas há que dar oportunidade aos jovens de mostrarem o seu valor, e depois então julgá-lo, depois então tirar conclusões.
Os jovens têm muito para dizer, têm muito para criar, têm muito para mostrar, não nos metam já à sombra de uma bananeira! Ainda não almoçamos e já querem que durmamos a cesta como os nossos vizinhos espanhóis!
Falando no meu caso, ao longo da minha juventude tenho vindo a ter oportunidades de mostrar algumas ideias em várias vertentes: politica, teatro, escrita, etc. Tendo aproveitá-las ao melhor, tentando sempre retirar algo de positivo dessas mesmas experiências.
Mas quando jovens terão tais oportunidades?
Quantos jovens aos 18 anos, terão participado no “Parlamento Jovem Regional”, terão escrito para vários jornais ( “A Voz de Portugal”, “Fri-Luso”, “Luso-Jornal” “a União”), terão feito três peças de teatro, escrito letras de músicas para cantores, terão tido um blogue com mais de 50 mil visitas em 9 meses? Não que seja melhor, não que seja especial, mas sou persistente!
Eu sonho e vou continuar a sonhar! Eu trabalho e vou continuar a trabalhar! Para que um dia possa sentir que reconheceram o meu valor, que reconheceram pelo menos o meu esforço… Porque é uma vergonha a falta de reconhecimento que algumas pessoas têm!
Por exemplo, são poucos os jovens que conhecem a GRANDEZA de “Ary dos Santos”, um verdadeiro génio, como existiram muito poucos!
São poucos os jovens açorianos que já leram “Natália Correia”, “Vitorino Nemésio”, meus caros nem faz parte do nosso programa de ensino!
E depois vêm-nos dizer: “Não sabes nada sobre a tua terra!” Claro que não sabem, mas são os culpados? Alguém os ensinou a valorizar a sua terra? Alguém lhes disse quem foram os pilares da cultura dos Açores? E para além de tudo isso, nem os génios foram reconhecidos como deviam, porque é que vale a pena esse esforço?
É uma vergonha que não se ensine nos Açores, pelo menos, uma obra açoriana! Com tantos génios da literatura que tivemos… Nem referencia é feita meus caros!
É uma vergonha que nesta sociedade não se reconheça o valor das pessoas, que se tenha de seguir por caminhos obscuros para tentar um reconhecimento…
E dando mais um exemplo do pouco reconhecimento de alguém, que merecia, Jorge Palma, um homem que dedicou a sua vida à música portuguesa, e diga-se fez muito bem! Tornou-se muito mais popular quando teve uma música sua: “Encosta-te a mim” inserida numa novela da TVI… E imagine-se que muitas pessoas rotularam Jorge Palma com essa música, quando outras geniais se deviam exaltar como: “Bairro do Amor”, “Jeremias: o fora da lei”, “Dá-me lume”, “Deixa-me rir”, entre tantas outras que podia ficar aqui a listar...
Expliquem-me agora que motivação tem um jovem para criar algo de novo nesta sociedade de “tachos à portuguesa”, de “factor C”, de “desvalorização do mérito e do esforço”?
Notas finais: Esta semana tenho duas observações a fazer, a primeira vai para o Sr. Rogério Sousa, cronista no “Diário Insular”, na passada quinta-feira (17 de Março) abordou a manifestação “Geração à Rasca” em Angra do Heroísmo, da qual referiu que haviam estado 50 pessoas pelas 15 horas na Praça Velha… Uma coisa é certa a essa hora podíamos ter apenas 50 pessoas, mas posso garantir que ao longo da tarde, só no recinto da Praça Velha, ultrapassamos as 130 pessoas, e se juntarmos as pessoas que estavam a volta, chegámos às 200 pessoas. Esta crónica tem causado alguma polémica nas redes sociais, por um lado percebo o ponto de vista do Sr. Rogério que obviamente comparando com o continente, os Açores não representaram nada, mas por outro devo referir enquanto organizador da manifestação, inclusive, que tivemos perto das 200 pessoas.
A segunda observação vai para a organização da II Feira do Livro da “EBS Tomás de Borba”, que deve ser congratulada por mais uma vez promover esta actividade, e à qual agradeço a oportunidade de terem inserido no seu programa uma peça de teatro, da qual sou dramaturgo e encenador. Tal como aconteceu no ano passado, a oportunidade de fazer a peça de teatro surgiu muito em cima da hora, e o elenco teve sensivelmente uma semana para ensaiar a peça de teatro, pelo que agradeço a disponibilidade e profissionalismo de todos nesse sentido. A peça de teatro será apresentada na Sexta-feira pelas 11h30min. No Auditório da “EBS Tomás de Borba”.
Até quarta-feira!
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Crónica nº31 - 16/03/11
E depois do protesto?
Saíram 300 mil portugueses à rua no passado Sábado e agora surgem algumas perguntas do povo em geral: serviu para alguma coisa? Irá servir? Porque saíram tantos portugueses à rua? Que se fará agora?
Para já, 300 mil cidadãos a saírem à rua em todo o país mostra uma grande insatisfação dos portugueses face às políticas exercidas pelo Estado!
No “Facebook” estava confirmada a presença de cerca de 60 mil portugueses, mas persistiam alguns receios: Será que vão mesmo tantos? Será que o Facebook serve mesmo para fazer uma estimativa dos manifestantes?
A verdade é que foram cinco vezes mais!
Na véspera da manifestação, o Sr. Marcelo Rebelo Sousa dizia: “ Se 60 mil portugueses saírem à rua, será uma manifestação histórica!”. Agora pergunto: fomos 300 mil, o que significa?
São muitas as conversas já sobre novas manifestações, para uns 9 de Abril, outros 25 de Abril e até 1 de Maio. O que é certo é que os quatro organizadores do protesto a nível nacional ainda não mencionaram datas para um segundo protesto, embora admitam essa possibilidade.
Após este protesto, estão a ser criados já dois pólos antagónicos de opiniões: por um lado, devem ser estes quatro jovens a liderar os movimentos, por outro lado devem ser as populações a seguir as manifestações e a marcar protestos quando assim o entenderem…
Deste último pólo, podemos concluir que algumas pessoas procuram apenas colagens, mas outros estão no fundo a exercer e estimular a participação cívica, temendo que após tanto protesto, surjam os salvadores da pátria…
O Salazarismo começou assim! Cuidado… Muito cuidado!
Colando-se a este grande movimento da “Geração à Rasca”, surgem movimentos paralelos que pedem a demissão de toda a classe política. O que é ridículo!
Para já, quem nos ia governar? O “PSD”? O “CDS/PP”? O “BE”? Não seria uma espécie de “vira o disco e toca o mesmo”?
Ou será que seriam os quatro organizadores do movimento? Cuidado! Estes jovens conseguiram mobilizar 300 mil pessoas atrás dos seus ideais, portanto respeito, mas cuidado, muito cuidado com o que dizem e pedem… Usem o “Facebook” como ferramenta para a participação cívica mas não o usem para isto!
Quanto à manifestação de 25 de Abril, seria ao mesmo tempo um orgulho, e uma vergonha para o país!
Motivos de orgulho: Ver mais uma manifestação, ver outra vez o povo a lutar pelos seus direitos, o povo a ser ordeiro, a mostrar que não quer viver neste “Mundo Parvo”, que está farto deste sistema político!
Motivos de vergonha: 38 anos passados da “Revolução dos Cravos”, o povo ainda pede: “liberdade”, “justiça”, “verdade”, “democracia”.
Veremos, se esta geração vai seguir as “ordens” dos quatro organizadores da manifestação “Geração à Rasca” ou se preferem seguir o caminho da cidadania activa individualmente, aplicando os protestos às necessidades regionais… Estarei aqui para ver.
Respondendo, a alguns “senhores e senhoras”, esta geração não é a única à rasca, existem mais gerações à rasca! Os reformados estão muito piores do que os jovens, mas os jovens com a sua irreverência, dinamização, e até espírito de revolta, sentem a necessidade de vir para a rua gritar por condições melhores! Já não se pode sonhar por um Mundo melhor?
Nunca a geração de 18-30 anos em Portugal sentiu tantas dificuldades para entrar no mercado de trabalho, é verdade que estamos todos à rasca, mas coloquem-se na nossa posição, coloquem-se nos dias de hoje, sintam na pele o que é querer trabalhar e não poder!
Com que direito é que alguém diz “a minha geração é que está à rasca!”. Meus caros, estamos todos! Agora quem tem um emprego, pode ver o seu ordenado reduzido, pode ver mais impostos com tanto “PEC”, mas continuam a ter um emprego… Muitos jovens de hoje nem pedem um bom salário, pedem apenas 400 euros a recibo verde, mas pedem para não trabalhar de graça! Que sociedade é esta, onde se trabalha de graça? Já fomos assim? Já, no tempo da escravatura!
Voltámos para esse tempo?
Enquanto organizador da Manifestação “Geração à Rasca” que se passou aqui na ilha Terceira (na Praça Velha), devo agradecer a todas as pessoas que estiveram presentes! Muitas, nem com a chuva arredaram pé!
Na manifestação, houve lugar a dois discursos: (o Duarte Gomes leu o protesto da Manifestação) e eu, que deixo abaixo algumas partes do discurso feito no passado Sábado para os cerca de 200 manifestantes presentes:
(…) “Entrei para a organização porque acredito que é possível viver num Mundo melhor, que é possível uma série de medidas políticas diferentes neste país, que vive sérias dificuldades: Precariedade no emprego, salários baixos, reformas medíocres, elevados índices de desemprego, um ensino injusto para quem estuda, estágios não renumerados, demasiados trabalhadores a recibos verdes, entre tantas outras dificuldades sociais que atravessamos.
Nós não somos uns Deolindos, não somos uns anárquicos, somos uma geração que procura um futuro melhor, um futuro no qual possamos ter um emprego na nossa área e ser renumerados conforme a nossa qualificação e experiência adquirida ao longo dos anos.
(…) Nós não queremos que todos os políticos se demitam, queremos sim que nos ouçam!
Mais de 600 mil desempregados terão mais ideias do que duas centenas de pessoas num parlamento!”
(…) E não é no sofá, não é no computador que vencemos a crise! Que mostramos o descontentamento! A luta faz-se nas ruas!
(…) Não se calem! Não se escondam! Não fujam! O povo na rua a gritar é que mudará o destino do país!
(…) Hoje, demos um exemplo de cidadania, hoje mostramos que o povo está descontente, hoje mais do que um protesto, mais do que uma manifestação, marcámos para sempre uma geração!
(…) Hoje, 12 de Março, dia histórico para Portugal, estamos a mostrar a força do povo! A força de democracia e a força da liberdade!
Não desistam de lutar e não tenham medo de sair à rua, porque aqui na rua é que o povo avança camaradas!”
Notas Finais: Para esta semana tenho 2 observações a fazer, a primeira vai para a Sr.ª. Presidente da CMAH – Andreia Cardoso: na passada Quinta-feira (dia 10 de Março) tive uma reunião com a Sr.ª Andreia Cardoso sobre a Manifestação de Sábado. E devo aqui dizer que apesar de todas as polémicas sobre a Sr.ª. Presidente (justa ou injustamente, não sei), mostrou ser (pelo menos para mim) uma pessoa bastante receptível, simpática e preocupada com a sua cidade. Dado que após colocada a questão sobre o perigo iminente da presença das pedras de calçada soltas na Praça Velha, as mesmas apareceram tapadas no dia da Manifestação.
A segunda, e última vai para a Comissão das Sanjoaninas 2011 que já disponibilizou o site do festival, onde podemos comprar os bilhetes online. Apesar das taxas inerentes a esta compra, esta possibilidade de compra de bilhetes compensa o conforto de não ter de sair de casa, para além de que desta forma os emigrantes, por exemplo, podem comprar bilhetes com antecedência e de uma forma bastante eficaz.
Quem critica o que é mal decidido, também tem o dever de louvar as boas decisões! O exemplo está aqui. Parabéns à Comissão das Sanjoaninas 2011.
Até quarta-feira!
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Nós, “Geração à Rasca” não levamos só a voz de protesto, não levamos só a nossa indignação, o nosso desejo de mudança, a nossa frustração por ver este “mundo parvo” a aumentar, levamos também folhas A4 com soluções para futuro melhor deste país!| Reacções: |